A MUDANÇA NA ROTINA DE IDOSOS QUE SÃO ACOMETIDOS COM A DOENÇA DE PARKISON E AS DIFICULDADES NAS REALIZAÇÕES DAS ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA (AVD): UMA ABORDAGEM DA TERAPIA OCUPACIONAL

Ana Elisabeth Silva de Carvalho, Maria Clara Brasileiro Barroso, Evellin Alves Costa

Resumo


INTRODUÇÃO: O parkison é caracterizado por disfunções motoras através da diminuição da dopamina que deveria ir diretamente para os gânglios da base, sendo assim uma doença crônica e progressiva. Essa incapacidade desenvolvida pelo parkison desencadeia alterações motoras que é por sua vez um dos indícios da doença em idosos, associados ao tremor de repouso comumente nas mãos, rigidez muscular, bradicinesia que torna os movimentos mais lentos e apresenta dificuldade em realizar movimentos voluntários, além disso a instabilidade postural é um dos fatores que influenciam na perda dos reflexos posturais¹. A doença torna-se muito instável pelo fato de ser incurável e provoca mudanças no cotidiano dessas pessoas, tornando uma nova realidade com complicações em atividades que eram feitas com facilidade2. A dependência física se faz presente na vida de qualquer pessoa quando há incapacidade e limitações na realização de atividades de vida diária (AVD) sem ajuda. A presença do parkison muda totalmente a rotina do idoso, principalmente para aqueles que tinham uma rotina muito ativa e com a chegada da enfermidade deparou-se com as limitações ao realizar as atividades de vida diária¹,³. O terapeuta ocupacional tem como objetivo intervir na rotina do idoso incluindo a COPM (Medida Canadense De Desempenho Ocupacional) como forma de avaliação do desempenho do idoso com parkison, adaptando a nova realidade de acordo com o desejo do cliente, elaborar metas a curto e longo prazo para que as queixas sejam supridas e que atinja o resultado esperado4. OBJETIVO: Teve-se como objetivo relatar a intervenção terapêutica ocupacional como forma de tratamento em idosos com disfunções provocadas pelo parkison e a incapacidade na realização das atividades de vida diária, além de compreender as mudanças e limitações na rotina dos envolvidos. Metodologia: É um estudo descritivo feito através de uma revisão de literatura integrativa, pois todo o conhecimento obtido para o desenvolvimento da pesquisa deu-se por intermédio da aplicação de resultados de estudos significativos na prática dos autores dos artigos5. Dessa maneira buscou-se artigos nas bases de dados online Scielo e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) com as palavras chaves Parkinson e Terapia Ocupacional, com data de publicação entre 2011 e 2019 6. Os critérios de inclusão foram: artigos em português, voltados para tratamento da Terapia Ocupacional no parkison e promoção da autonomia na realização das AVDs na rotina dos idosos6. Resultados e Discussão: Foram encontrados 5 artigos na Scielo e 12, na BVS entre estudo de revisão, relato de experiência e estudos qualitativos sobre a prática de terapeutas ocupacionais. Destes foram escolhidos apenas cinco artigos após o refinamento criteriosos. De acordo com a literatura, as pesquisas apresentaram êxito com o plano de tratamento desenvolvido para atender as queixas de incapacidades dos idosos4. Visto que também há uma quantidade significativa de estudos relacionados ao parkison na literatura, mas apenas alguns específicos que falam sobre o tratamento da Terapia Ocupacional na doença e os benefícios da sua intervenção 4. Os resultados obtidos na pesquisa apresentaram um melhor desempenho diante das atividades desenvolvidas para organizar a rotina e a ''intervenção da Terapia Ocupacional entra como um facilitador para amenizar os efeitos da doença sobre a vida funcional e até mesmo psicossocial desses indivíduos, tendo como um dos principais focos é o impacto sobre as Atividades da Vida Diária (AVD) ''5. CONCLUSÃO: Contudo, por meio desta pesquisa foi possível afirmar que as alterações motoras desencadeadas pelo parkison traz mudanças negativas na rotina do idoso, assim como provoca incapacidades na realização das atividades de vida diária, é de suma importância a intervenção do Terapeuta Ocupacional no tratamento da doença e principalmente porque diante das queixas serão desenvolvidas atividades específicas para que trabalhem a estimulação da autonomia dos indivíduos, além da promoção de saúde e a capacidade da força muscular para voltar a realizar as AVDS. O bem-estar do idoso é uma forma de manter a qualidade de vida nos aspectos pessoais e psicossociais , a capacidade de conseguir ter autonomia para realizar atividades de vida diária é o que os usuários esperam com o tratamento terapêutico.


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Referências


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