AÇÃO EM SAÚDE: PROJETO DE VIDA.

Tâmara Marcela Lopes de Magalhães, Natália Rodrigues Andrade, Ana Marlusia Alves Bomfim, Hortênsia Valesca Lopes de Magalhães

Resumo


Introdução: Trata-se de um relato de experiência da atividade de ação em saúde realizada no segundo semestre de 2017, por um grupo de cinco estudantes de Medicina do Centro Universitário Tiradentes, com duas idosas, portadoras de úlceras venosas, da comunidade Santa Lúcia em Maceió-AL. Essas idosas tornaram-se amigas sem se conhecerem, pois por possuírem o mesmo problema, as enfermeiras sempre passavam notícias de uma para a outra e vice-versa. Foi realizado o encontro e a promoção de saúde. Segundo Carmo et al (2009, p.1)¹, “Úlcera venosa é uma lesão cutânea que acomete o terço inferior das pernas. Está associada à insuficiência venosa crônica, principal causa de úlcera de membros inferiores. Pode interferir na qualidade de vida, pois gera repercussões negativas na esfera social e econômica.” Portanto, é grande a necessidade de realização de atividades educativas acerca desse tema. A úlcera venosa (UV) traz não só sofrimento físico ao paciente, como o impede de trabalhar, pois, a lesão permanece, muitas vezes, aberta por meses ou anos (SILVA, 2009, p.2)². Sendo assim, já que a úlcera causa essa reclusão, como estratégia metodológica foi realizada uma conversa, na qual priorizou-se a escuta atenciosa de cada uma e algumas recomendações. Metodologia: O objetivo pretendido através da ação em saúde era sensibilizar as duas idosas em relação aos cuidados com as úlceras, as formas de prevenção destas, a alimentação adequada, a importância de manter uma postura positiva em relação aos problemas de saúde e a necessidade de se relacionar com outras pessoas, cultivando amizades, para que sirva de apoio e estímulo. Não foram utilizados muitos recursos ou métodos além de uma boa e longa conversa. O foco foi retirá-las da rotina e escutar as experiências e angústias que elas carregam. Resultados e Discussão: Ao realizar essa atividade com as duas pacientes, ficou estabelecido um vínculo e uma relação de confiança. A modificação da rotina foi muito importante, pois permitiu um momento de grande descontração, convivência social e diálogo, o que fará com que elas recordem sempre das recomendações. Essa ação em saúde foi considerada bem mais eficaz do que qualquer outra realizada com um grupo, em forma de palestra ou algum outro meio, pois houve um impacto positivo na vida dessas idosas, ao reservar tempo para ouvi-las e entendê-las. Ressalta-se que foi relevante para o grupo por aumentar a sensibilidade e a compreensão de que o processo saúde-doença vai muito além do estado físico do paciente. Conclusão: O contato dos estudantes com a comunidade contribui para a formação de médicos que se interessam em visualizar o doente de forma holística. Profissionais de saúde mais humanizados e empáticos proporcionam cuidados mais eficientes, estabelecem vínculos com seus pacientes, amenizando muitas vezes a dureza do tratamento com essa relação baseada em confiança, troca de aprendizados e amor. Para a comunidade, esse tipo de atividade gera uma relação de confiança, muito importante para a aceitação e/ou continuidade de tratamentos. Além disso, esses encontros proporcionam momentos de troca de experiências e conhecimento, pois tanto os pacientes aprendem com as recomendações dos estudantes, como os estudantes aprendem com as vivências dos pacientes.


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Referências


¹CARMO, S. da S. et al. Tıt́ ulo do artigo. Revista eletrônica de enfermagem, Cidade, v. 09, n. 02, p. 1-12, mai./ago. 2009. Disponível em: <http://www.fen.ufg.br/revista/v9/n2/v9n2a17.htm

>.Acesso em: 01 nov. 2017.

²SILVA, F. A. A. da et al. Enfermagem em estomaterapia: cuidados clínicos ao portador de úlcera venosa. Revista brasileira de enfermagem reben, Brasília , v.00, p. 1-5, ago./nov. 2009


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