ANÁLISE DA EFICÁCIA DA GINKGO BILOBA NO TRATAMENTO DA DOENÇA DE ALZHEIMER

Ana Isabel Sodré Lima, Iasmine Pereira Ribeiro de Sena Silvestre, Sabrina Messias de Almeida Santos, João Lucas Rocha Silva

Resumo


INTRODUÇÃO: A Ginkgo biloba (GB) é uma planta oriental, sendo uma das espécies vegetais mais antigas utilizadas para fins medicinais. A presença de compostos ativos do grupo dos ginkgoflavonas e terpenóides tem incentivado o uso do extrato da GB, denominado EGb761, para o tratamento de doenças neurodegenerativas, como é o mal de Alzheimer, por conta do seu potencial em aumentar a concentração, melhorar a memória e a cognição. OBJETIVOS: Analisar as funções biológicas dos principais componentes da GB, aliado a dados da literatura científica, para, assim, verificar a sua efetividade na terapêutica da doença de Alzheimer. MATERIAL E MÉTODOS: Foi utilizado o método in silico pelo software PASS online para avaliar a atividade biológica dos componentes do EGb761, sendo esta validada com potencial de ação (PA) acima de 0,7 - por serem de alta probabilidade de ação; e abaixo de 0,3 - por serem de baixa probabilidade de ação. RESULTADOS: Os dados do programa revelaram que o flavonoide quercentina apresenta PA de 0,887 e de 0,811 para as funções biológicas de inibidor da apoptose e de removedor de radicais livres, respectivamente. Outra substância, o terpenóide ginkgolide B, apresenta PA de 0,949 para o tratamento da doença de Alzheimer, de 0,947 para tratamento de doenças neurodegenerativas e de 0,772 como antagonista da proteína β-amiloide. Sabe-se que a fisiopatologia da doença de Alzheimer inclui o metabolismo anormal da proteína precursora do amilóide, com consequente formação e deposição de placas proteicas, por isso, as ações biológicas da ginkgolide B podem ser consideradas efetivas contra tal patologia. Além disso, já foi verificado que as funções da quercentina, ao fornecer proteção contra danos oxidativos e inibir as vias apópticas, também contribuem para reverter o quadro clínico da doença. Esses dados estão em consonância com os da literatura científica que, embora careçam de experiências controladas que associem a planta ao Alzheimer, dentre as realizadas, já foram evidenciados resultados positivos, sobretudo no uso da GB em pacientes com Alzheimer leve. CONCLUSÕES: Dessa forma, pode-se concluir que a Ginkgo biloba tem componentes com grande potencial para o tratamento da doença de Alzheimer. Sendo assim, é importante que sejam investidos em estudos clínicos para esclarecer os efeitos dessa planta em pacientes acometidos pela doença neurodegenerativa em questão, principalmente no que tange o Alzheimer leve.


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Referências


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