CUIDADOS PALIATIVOS AO IDOSO COM COVID-19

Williane Morais de Jesus Gazos, Spriridon Mateus Gazos

Resumo


Introdução: O estabelecimento de ações viáveis para os cuidados em saúde na atenção primária no Brasil reforçam a importância e a efetividade do Sistema Único de Saúde (SUS) numa perspectiva de um trabalho que possam garantir proteção às pessoas idosas em todos os locais de moradia, inclusive para aquelas pessoas em situação de maior vulnerabilidade, como os residentes em instituições de longa permanência, comunidades, os de baixa renda, moradores de rua, refugiados e nômades, além da implementação de política pública em caráter emergencial, objetivando a redução de internamentos, necessidade de terapia intensiva e, principalmente, que sejam evitados os óbitos como vem ocorrendo mundialmente e em território nacional. Dessa forma, objetivou-se apresentar, de acordo com a literatura, cuidados paliativos ao idoso com Covid-19. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa, a busca foi realizada em base de dados nacionais e internacionais da saúde: Lilacs, Medline, BDENF e Scielo. Os descritores foram: Idoso; Cuidados Paliativos; Infecções por Coronavírus; Enfermagem, bem como Aged; Palliative Care; Coronavirus Infections; Nursing. O operador booleano utilizado foi o conectivo AND. Os critérios de inclusão foram estar nas línguas portuguesa, inglesa ou espanhola, que abordassem o problema em questão: cuidados paliativos ao idoso portador de Covid-19. Como critérios de exclusão tivemos os artigos de revisões. Resultados e Discussão: Ao cruzar os descritores foram encontrados 44 artigos. Foram então descartados artigos de outras línguas que não fossem as pré estabelecidas no método e que não abordassem cuidados paliativos ao idoso portador de Covid-19. Sendo assim, restaram 2 artigos para análise. Com isso, de acordo com a literatura, na temática de cuidados paliativos, a atenção do cuidado não é a doença, mas no doente, seus familiares e sua história de vida, com uma filosofia que vê aquele indivíduo de forma holística, levando pacientes com doenças crônicas, progressivas, bem como seus familiares a reconhecer que a morte é um processo natural da vida. Sendo assim, mesmo se tratando de idosos com comorbidades e portadores da forma grave da COVID-19 a indicação de cuidados paliativos é um desafio. Contudo, a inclusão de um paciente nessa abordagem é algo aflitivo, pois sinaliza que a pessoa está no processo final da vida. Portanto, o diagnóstico e a comunicação do quadro de irreversibilidade de uma doença e a indicação do idoso para a abordagem paliativa têm sido de responsabilidade apenas do profissional médico. Mesmo assim, a indicação e intervenção desses cuidados deve agrupar os conhecimentos e habilidades de uma equipe multiprofissional que auxilie o paciente e sua família na adaptação das transformações impostas pela doença. Conclusão: Dessa forma, é notório que mesmo com comorbidades e idade avançada a indicação de um idoso com a forma grave de Covid-19 é algo difícil para a equipe multidisciplinar, bem como para os familiares.


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Referências


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