CUIDADOS PALIATIVOS NO PACIENTE IDOSO

Carine Vilela Ferreira Borges, Laura Alves Guimarães, Débora de Lima Ramos, Ana Clara Ferreira Crispim

Resumo


Introdução: Entende-se por cuidados paliativos, ações que objetivam melhorar a qualidade de vida de pacientes que estão diante de doença de curso crônico, cuja situação não há possibilidades terapêuticas de cura1. É pertinente enfatizar que o acompanhamento do paciente é feito por uma equipe multidisciplinar, a qual engloba vários profissionais da área da saúde como médico, enfermeiro, psicólogo, assistente social, fisioterapeuta, dentre outros. Devido a senilidade, têm-se usado muito o manejo em cuidados paliativos nos pacientes idosos, a fim de reduzir problemas nas esferas física, psicológica, espiritual e/ou social2.

Os idosos fazem parte do grupo de risco para diversas circunstâncias patológicas, o que gera dependência funcional ao realizar as atividades básicas, e, aliada ao declínio da condição de saúde, necessitam de cuidados paliativos a longo prazo.3 Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura, cujo propósito é a coleta de informações e conhecimentos concernentes aos cuidados paliativos em idosos. Para tanto, foram consultados artigos em português e em inglês de periódicos, dissertações, teses e livros acadêmicos que abordam cuidados paliativos na geriatria, com o intuito de proporcionar fundamentação teórica e obter informações acerca do tema. Os descritores utilizados para a busca nos bancos de dados eletrônicos como Scielo (Scientific Eletronic Library Online), PubMed/Medline (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online) e Lilacs (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), foram: “Cuidados Paliativos” , ‘’Idosos’’ e “Geriatria”. Resultados e Discussão: A longevidade, em detrimento do aumento da expectativa de vida, tem por consequência o adoecimento crônico e/ou degenerativo, o que implica em prejuízos à capacidade funcional do idoso. Com isso, há dificuldade para realização das atividades de vida diária, o que gera certa dependência na prática de tarefas simples, a exemplo da higiene pessoal.Condições crônicas de saúde cuja situação está fora de cura e também em detrimento do declínio das funções orgânicas, requer a necessidade de cuidados paliativos. Nesse contexto, o cuidado ultrapassa a condição física e atinge aspectos psicológicos, espirituais e sociais, no intuito de humanizar e promover uma morte honrosa. Os princípios dos cuidados paliativos incluem várias etapas, as quais variam desde a prevenção e alívio do sofrimento até a aceitação de que a morte provém de um processo natural. Toda a abordagem feita durante os cuidados paliativos inclui não só o paciente, mas também seus familiares que necessitam de adaptação a esse novo processo.

Dentre os aspectos psicológicos, é desenvolvido no paciente e em seus familiares o valor da vida, bem como a qualidade e seu significado. Além disso, deve-se ter respeito sobre os sentimentos e vontades do idoso, por meio de uma adequada comunicação com a família e todos os membros da equipe.4 O âmbito espiritual é designado à busca de significados para a vida e a transcendência. Nesse sentido, a justificativa pode estar relacionada a fé cristã ou a uma força superior. Dessa forma, a real intenção da abrangência neste aspecto é para que o paciente tenha mais coragem para amar e perdoar, além de ser um recurso com o propósito de compreender a si mesmo como ser humano ou para lidar com o próprio sofrimento.5 Na perspectiva social, o assistente social é encarregado de informar à equipe maiores informações sobre o idoso e sua família, e, além disso, promover vínculo entre paciente e seus familiares juntamente aos demais membros da equipe de cuidados paliativos.

O cuidado ofertado à cada idoso deve ser individualizado, a fim de considerar sempre a singularidade e a necessidade de cada paciente que se encontra em situação de dependência. Dessa forma, o manejo do paciente idoso paliativo é circunspecto, de acordo com sua patologia de base e dificuldade na realização das atividades de vida diária. Conclusão: A senescência comumente vem acompanhada a senilidade. Portanto, condições crônicas de saúde cuja situação está fora de cura e também em detrimento do declínio das funções orgânicas, requer maiores cuidados. Pensando nisso, a abordagem feita dentro dos cuidados paliativos abrange diversas áreas relacionadas ao paciente, como psíquica, física, social e espiritual, no intuito de promover melhor qualidade de vida ao paciente e seus familiares.


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Referências


HERMES, R. B. et al. Cuidados paliativos: uma abordagem a partir das categorias profissionais de saúde. Ciênc. Saúde coletiva, v. 18, nº9, Rio de Janeiro, 2013. Disponível em:

. Acesso em: 10.jul.2020

. Costa Filho RC, Costa JLF, Gutierrez FLBR, Mesquita AF . Como Implementar Cuidados Paliativos de Qualidade na Unidade de Terapia Intensiva . Rev Bras Ter Intensiva 2008;20(1):88-92.

COSTA, S. R. et al. Reflexões bioéticas acerca da promoção de cuidados paliativos a idosos. Disponível em: . Acesso em 15.jul.2020.

MELO, C. A. et al. A intervenção psicológica em cuidados paliativos. Psic., Saúde e Doenças vol. 14, nº 3, Lisboa, 2013. Disponível em: . Acesso em: 17.jul.2020.

Evangelista CB, Lopes MEL, Costa SFG, Batista PSS, Batista JBV, Oliveira AMM. Palliative care and spirituality: an integrative literature review. Rev. Bras Enferm [Internet]. 2016;69(3):554-63. Disponível em: . Acesso em: 18.jul.2020


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