ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL EM TEMPOS DE PANDEMIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Luiz Felipe Duarte dos Santos, Ana Clara Lemos da Silva Aguiar Barreto, Paulo Cordeiro de Almeida Neto, Ana Clara Duarte dos Santos

Resumo


Introdução: A COVID-19 é uma manifestação patológica causada pelo vírus cientificamente denominado de SARS-CoV-2. O espectro clínico pode ser oligossintomático ou assintomático¹. A infecção apresenta-se de forma aguda, e a partir da sua manifestação e transmissão da doença recentemente identificada, desencadeia-se uma pandemia devido a sua alta transmissibilidade de pessoa a pessoa². No Brasil, o primeiro caso positivo para COVID-19 foi em um paciente idoso com comorbidades associadas, evoluindo para óbito 21 dias após, desde então, os casos aumentaram exponencialmente segundo o Ministério da Saúde³. Os idosos estão no centro da discussão da pandemia de COVID-19 e carecem de atenção especializada de profissionais de saúde para minimizar efeitos desastrosos no sistema de saúde. Objetivo: O trabalho visa analisar evidências sobre o impacto do COVID-19 no envelhecimento saudável em idosos, grupo mais vulnerável a doença. Metodologia: Estudo descritivo, do tipo revisão integrativa, norteado pela questão: como envelhecer de forma saudável em meio a pandemia? Realizado junto às bases de dados, PUBMED/MEDLINE, Scielo, Google acadêmico, BVS Saúde, no período de 2016 à 2020. Resultados e Discussão: Os idosos são destaque na pandemia COVID-19, em grande parte por apresentar alterações decorrentes da senescência ou senilidade². Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 80% dos óbitos pelo novo coronavírus foram de pessoas idosas e que quase o mesmo montante apresentava pelo menos um dos fatores de risco constantemente relacionados à covid- 19, com destaque para as cardiopatias e diabetes. Isso nos faz refletir que medidas mais abrangentes sejam necessárias para proteger esse grupo de pacientes5. A pandemia COVID-19 aflorou o destaque ao grupo, principalmente devido ao potencial de risco dessa população, com direcionamento de ações e estratégias de distanciamento social especificamente aos mesmos. As recomendações de auto isolamento foram particularmente direcionadas a idosos e/ou indivíduos com condições médicas crônicas, que apresentam maior risco de resultados negativos para a saúde resultantes da infecção por SARS-CoV-2. No entanto, essas medidas têm o potencial de impactar o gerenciamento e a progressão de doenças a curto e a longo prazo sob várias perspectivas14. Postula-se que o distanciamento social entre idosos, sem uma percepção de suas possíveis consequências, pode ser equivalente ao isolamento social, definido como a privação da conexão social13. Conclusão:Por se tratar de uma temática nova e com pouco estudos científicos, fica em evidência a necessidade de conhecimento relacionado às medidas públicas acerca do isolamento social e suas consequências para os idosos. Por isso a importância da participação de entidades públicas em debates e estudos sobre o tema.



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