EPIDEMIOLOGIA DE ÓBITOS POR SUICÍDIO DA POPULAÇÃO SENESCENCE DA REGIÃO DO NORDESTE DO BRASIL NO PERÍODO DE 2012 A 2017

Marcela de Melo Santiago

Resumo


Introdução:Umas das formas para a definição de suicídio é a capacidade do sujeito em ocasionar sua própria morte. (VIDEBECK, 2012). O suicídio é um caso de saúde pública definido em seu plano de saúde mental, visando à possibilidade de reduzir a taxa em até 10% de suicídios até 2020, considerado uma das dez principais mortes no mundo. (WHO, 2012). Dados apontam DATASUS (2018) que a região nordeste é a segunda região com maior número de óbitos por causas externas no ano de 2016 sendo suicídio/lesões provocadas voluntariamente, dados esses existentes no Sistema de Informação de Mortalidade (SIM). Alguns estudos apontam que o aumento deste fenômeno possa estar relacionado como o aumento da longevidade (CAVALCANTE & MINAYO, 2012). Os estudos sobre a epidemiologia dos óbitos por suicídio da população senescence contribuem para se compreender os riscos e observar os meios desta prática, visando à possibilidade em se atuar na prevenção através de estratégias em saúde pública para a redução deste agravo. Objetivo:Assim se justifica a importância desse tema para que se tenha mais literaturas, também para que os profissionais de saúde, a sociedade e a família venham conhecer esta realidade e criar ações para a minimização desse evento. Desta forma esta pesquisa tem como objetivo, conhecer a epidemiologia dos óbitos por suicídios da polução senescence da região nordeste de acordo com suas variáveis. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa e quantitativa, com objetivos de descrição, de tendência temporal utilizando fonte secundária. Os dados foram coletados pela Plataforma Governamental, no Sistema de Informação sobre Mortalidade de Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SIM/DATASUS), no período de 2012 a 2017, os casos analisados foram os óbitos por suicídios e suas causas. Foram abordadas as seguintes variáveis: gênero, faixa etária, etnia, estado civil e Estado Brasileiro da Região Nordeste. Os dados foram classificados de acordo a CID-10 categoria X60 a X84 (lesões autoprovocadas voluntariamente). Resultados e Discussão:Na região Nordeste entre os anos de 2012 a 2017 foram registrados 2.241 (dois duzentos e quarenta e um) óbitos por suicídio durante o período estudado à incidência ascendente nos últimos três anos, 2012 (13,48%), 2013 (16,46%), 2014 (14,06%), 2015 (17,22%), 2016 (18,16%) e 2017 (20,62%). O maior número de indivíduos senescence que foram a óbitos era residente: no estado da Bahia (465 registros), os demais foram localizados em menor incidência nos estados de Ceara (454 registros), Pernambuco (349 registros), Piauí (256 registros), Paraíba (191 registros), Maranhão (187 registros), Alagoas (89 registros) e Sergipe (83 registros). Quanto ao Estado Civil: em destaque os casados entre os óbitos (1.337) casos seguidos de solteiros (431) óbitos, viúvos (277) óbitos, Ignorados (201) óbitos, Separados (128) óbitos. Outros (67) óbitos.

O gênero masculino representou em sua maioria (1.796) óbitos em contra partida com o gênero feminino (445 casos) óbitos ambos notificados, Já no que se refere à etnia a cor parda prevaleceu com 1.531 óbitos em indivíduos dos ambos os gêneros e como faixa etária entre 60 a 79 anos de idade. Quanto ao estado civil os casados apresentaram-se em maior número entre os óbitos (1.337) casos seguidos de solteiros (431) óbitos, viúvos (277) óbitos, Ignorados (201) óbitos, Separados (128) óbitos. Outros (67) óbitos, em relação à etnia a parda em sua predominância. Os métodos mais utilizados em ambos os gêneros foram (enforcamento- X70) 1062 casos registrados, (armas de fogos- X72-X74) 121 casos, seguidos pela (ingestão de pesticidas- X68) 113 casos. O abandono, perda de um cônjuge, deficiência (limitações), transtorno psicológico conflitos familiares, violência doméstica, dependências química dentre outros favorecem para a causa, não ocasionado só pela idade, mas, bem como se devem enfrentar tais mudanças na forma de levar a vida. WHO (2012) realizou uma publicação relatando o enforcamento, intoxicação exógena e armas de fogos são os meios utilizados para a prática do suicídio, dados similares com a desse estudo. Machado e Delgado (2013) A depressão são fortes indícios para prática do suicídio. WHO (2012) realizou uma publicação relatando o enforcamento, intoxicação exógena e armas de fogos são os meios utilizados para esta prática, similares com a desse estudo. A Atenção Primaria a Saúde (APS) possui relevância no que diz respeito ao desenvolvimento de ações com foco no rastreamento e monitoramento dos fatores de risco para o comportamento suicida (FERREIRA et al., 2018). Profissionais que atuam na APS, grupos de apoio e a possível realização de medidas de prevenção do suicídio visto que esta rede de atenção tem um contato constante com o seu público podendo realizar a identificação precoce desses casos sendo medidas importantes para a prevenção do suicídio da população senescence. Conclusão: O Público senescence por sua vulnerabilidade sócio econômico e cultural se faz necessário investimentos e cuidado pelos diversos níveis de atenção à saúde, a ser sempre discutido nos diversos setores para promoção da vida. Através de um planejamento estratégico eficaz seja possível a prevenção do suicídio



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Referências


VIDEBECK, S.L. Enfermagem em saúde mental e psiquiatria. 5ed. Porto Alegre Artmed, p 298 . cap15. 2012.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Public health action for the prevention of suicide: a framework. Geneve: World Health Organization; 2012

https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/75166/9789241503570_eng.pdf? sequence=1

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CAVALCANTE F G & MINAYO M C S. Autópsias psicológicas e psicossociais de senescences que morreram por suicídio no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva . v.17,n.8 p 1943-1954 2012 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v17n8/02.pdf

MACHADO R M; OLIVEIRA, S A B M; DELGADO. Características sociodemográficas e clínicas das internações psiquiátricas de mulheres com Ciências Biológicas e Saúde Unit. Aracaju. Cadernos de Graduação depressão. Rev.Eletr. Enf. v. 15, n. 1 p. 223- 232, 2013 https://www.fen.ufg.br/revista/v15/n1/pdf/v15n1a26.pdf

FERREIRA M et al. Comportamento suicida e atenção primária à saúde. Enferm Foco, v.9, n.4, p. 50-54, 2018. : http://biblioteca.cofen.gov.br/wp- content/uploads/2019/01/Comportamento-Suicida-e-Aten%C3%A7%C3%A3o- Prim%C3%A1ria-%C3%A0-Sa%C3%BAde.pdf


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