ESTUDO DAS INTERNAÇÕES E ÓBITOS POR QUEDAS EM IDOSOS NO ESTADO DE RORAIMA, ENTRE OS ANOS DE 2010 E 2019

Tatiely Rodrigues Martins, Sabrina Araújo Ramos

Resumo


Introdução: A elevada expectativa de vida da população brasileira representa um avanço social, no entanto, resulta em impactos significativos no perfil epidemiológico do país1. As quedas constituem um sério problema de saúde pública no mundo, pois são consideradas causas importantes de morbimortalidade em idosos. Esses indivíduos podem sofrer desde ferimentos leves até lesões graves como traumas no crânio e fraturas no quadril2. Nesse contexto, a pesquisa visacaracterizar as hospitalizações e óbitos por quedas em idosos, entre os anos de 2010 e 2019, no Estado de Roraima. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico decunho epidemiológicoe abordagem quantitativa realizado por meio da consulta de dados secundários presentes no Sistema de Informações Hospitalares disponibilizados eletronicamente pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Foram selecionados os seguintes aspectos: internações, óbitos, sexo, faixa etária (60 anos ou mais) e cor/raça. Resultados e Discussão:A partir das informações obtidas, observou-se que no período analisado ocorreram 744 internações por quedas em idosos, o que corresponde a 2,2% das hospitalizações no Estado. Houve oscilações nas notificações sendo o ano de 2013 o responsável pelo menor número de registros com 37 e o ano de 2016 pelo maior com 170 internações. Em relação a faixa etária, 36,3% dos indivíduos possuíam entre 60 e 69 anos, 29,6% entre 70 e 79 anos e 34,1% tinham 80 anos ou mais. No que diz respeito ao sexo, houve predomínio em mulheres que totalizaram 435 hospitalizações. Acredita-se que a maior prevalência de tais acidentes em idosas seja pela sua maior expectativa de vida em comparação aos homens³. O levantamento apontou também que, durante os 10 anos, houve 43 óbitos e, destes 67,4% foram de pacientes com idade igual ou superior a 80 anos. A mortalidade foi discretamente maior em homens que registraram 22 óbitos enquanto as mulheres 21. Quando analisada a morbimortalidade da variável raça/cor, constatou-se que os números se mantiveram superiores na população autodeclarada parda.Conclusão:Diante deste cenário, o estudo retrospectivo demonstrou que o sexo feminino apresentou os maiores índices de hospitalizações e que do total de internações por quedas 5,8% evoluíram para óbito. Portanto, ressalta-se a necessidade da realização de práticas de prevenção de acidentes evitáveis em idosos por meio da conscientização dos familiares e de adaptações no domicílio às necessidades do idoso.



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Referências


- BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes para o cuidado das pessoas idosos no SUS: proposta de modelo de atenção integral. XXX Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

- Organização Mundial de Saúde [OMS]. Quedas [Internet]. Geneva: OMS; 2018.Disponível em: http://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/falls. Acesso em: 23 jun. 2020.

- NICODEMO D, GODOI MP. Juventude dos anos 60-70 e envelhecimento: estudo de casos sobre feminização e direitos de mulheres idosas. Rev Ciência em Extensão, v. 6, nº. 1, 2010.Disponível em: http://ojs.unesp.br/index.php/ revista_proex/article/view/324/341.Acesso em: 24 jun. 2020.


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