EXERCÍCIO FÍSICO COMO ESTRATÉGIA PARA A MANUTENÇÃO DA FUNÇÃO EXECUTIVA EM IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER

Ana Carolina Oliveira Santos Gomçalves, Brunno Leonardo Morais Brandão Vilanova, Julia Gonçalves Ferreira, Renata Carvalho Almeida

Resumo


INTRODUÇÃO: A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva com a evolução do declínio cognitivo e funcional, e corresponde a quinta principal causa de morte em idosos [1]. Além disso, causa redução da função executiva, responsável pela capacidade de planejamento, organização, coordenação e sequenciamento de atividades diárias[2]. Tal patologia decorre em função de emaranhados fibrilares intraneuronais, depósito extracelular de placas beta- amilóides e proteína tau com microgliose reativa, perda de neurônios e sinapses no córtex cerebral[1,3]. Entretanto, o exercício físico promove o aumento do fluxo sanguíneo cerebral, o que possibilita a degradação dessas proteínas e, consequente promoção de melhor qualidade de vida ao paciente.[2,4] OBJETIVOS: Elucidar a importância da atividade física na manutenção da função executiva em idosos com Alzheimer. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão bibliográfica, realizada por meio de busca e extração de artigos do PubMed, com os descritores “Alzheimer's disease AND elderly AND executive function decline AND physical activity”, com filtro de 5 anos, idade maior que 65 anos e sem restrição de idioma. Obteve-se um total de 22 artigos, dos quais 4 foram selecionados. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Por se tratar de uma condição altamente incapacitante, a inclusão de bons hábitos de vida, como boa nutrição e exercícios físicos, são essenciais para melhorar as condições de vida desses pacientes[4]. Estima-se que cerca de 64% a 87,5% dos idosos diagnosticados com doença de Alzheimer possuem disfunção executiva[2].Diante disso, é visto que a prática de atividades aeróbicas melhora a função executiva pela modificação morfofuncional do lobo frontal por meio da regulação da neurogênese, sinaptogênese   e síntese de fatores neurotróficos[2]. Ademais, a atividade física também é benéfica por induzir a degradação de proteínas neurotóxicas características dessa demência[4]. Em estudo norte- americano, analisou-se a capacidade do exercício aeróbico durante 6 meses em causar alteração    na função executiva em idosos com doença de Alzheimer leve a moderada (n = 28 , idade 78,1 ± 8,37). Concluiu-se que os idosos participantes reduziram em mais de 50% o declínio cognitivo habitual da doença em 6 meses[2]. Dessa forma, seu papel contra a progressão da doença é promissora e econômica, e deve ser aderida tanto no tratamento, quanto na prevenção de demência[1]. CONCLUSÃO: Em suma, o declínio da função executiva  é  uma  complicação prevalente e com grande prejuízo da qualidade de vida de idosos com doença de Alzheimer. Dessa forma, a adoção da atividade física como forma de intervenção para manter essa função ou retardar o seu declínio são primordiais para o tratamento e prevenção de demências.

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Referências


CUI, M.Y. et al. Exercise Intervention Associated with Cognitive Improvement in Alzheimer's Disease. Neural plasticity, 11 mar. 2018. Disponível em:

. Acesso em: 16 jul. 2020.

YU, F.; VOCK, D.M.; BARCLAY, T.R. Executive function: Responses to aerobic exercise in Alzheimer's disease. Geriatric nursing (New York, N.Y.), v. 39, n.2, p.219-224, mar.-apr. 2018. Disponível em: . Acesso em: 16 jul. 2020.

FONTE, C. et al. Comparação entre tratamento físico e cognitivo em pacientes com MCI e doença de Alzheimer. Envelhecimento, v.11, n.10, p.3138-3155, 31 maio 2019. Disponível em: . Acesso em: 16 jul. 2020.

MEYER, A. M. et al. Strategies to prevent age-related cognitive decline. Deutsche medizinische Wochenschrift, v.145, n.3, p.146-150, fev. 2020. Disponível em: . Acesso em: 16 jul. 2020.


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