IMPACTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA NA QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES IDOSOS

João Ricardo Arraes Oliveira, Diana Caroline Diniz Arraes

Resumo


Introdução: O processo de envelhecimento populacional está se tornando progressivamente uma realidade mais presente no Brasil, acompanhando a tendência dos países desenvolvidos 1. Sabe-se que o processo natural do envelhecimento é usualmente acompanhado por um desgaste funcional do corpo, o que propicia o desenvolvimento de variadas entidades nosológicas. Considera-se como incontinência urinária a perda involuntária de urina que gera um impacto social e/ou higiênico, tratando-se de uma comum afecção que acomete cerca de 8 a 34% dos idosos 2. Este trabalho objetiva revisar a literatura existente que avalie o impacto da incontinência urinária na qualidade de vida da população idosa. Metodologia: Realizou-se revisão bibliográfica de caráter qualitativo. A base de dados científica SciELO foi pesquisada, aplicando-se os descritores “qualidade de vida” e “incontinência urinária” combinados. Foram selecionados artigos cuja temática estivesse de acordo  com  o  objetivo  proposto  por  esta  revisão.  Pesquisa  realizada  em  julho  de    2020. Resultados e Discussão: A incontinência urinária é uma condição que frequentemente gera constrangimento para aqueles acometidos, uma vez que a falta de controle do ato urinar é associada a um hábito de falta de higiene e à infantilização do indivíduo, com uma consequente perda da autonomia 3. Sob esse viés, considera-se que muitos idosos convivam com essa condição por muito tempo sem procurar ajuda de familiares ou médicos, o que gera um impacto negativo na autoestima e leva muitos dos pacientes acometidos ao isolamento social, insegurança e depressão, além de gerar prejuízos na realização de atividades domésticas e/ou trabalho, representando uma significativa deterioração da saúde mental 2,3,4. A despeito disso, estudos já demonstraram que o tratamento em estágios iniciais da  doença  pode  reduzir  o  seu  impacto  na  qualidade  de vida 5. Conclusão: Apesar de não muito valorizada por profissionais de saúde, a incontinência urinária deve ser vista como uma condição que pode produzir um profundo impacto na qualidade de vida do idoso. Com o aumento desse estrato demográfico na nossa população, é necessário que seja estabelecido um maior apoio dos sistemas de saúde para o paciente incontinente, sendo necessária uma abordagem multidisciplinar que também contemple o quadro clínico psicológico decorrente da patologia.


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Referências


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