INTERFERÊNCIA DA AVALIAÇÃO GERIÁTRICA AMPLA NA MELHORA QUALIDADE DE VIDA DO IDOSO

Hirley Rayane Silva Balbino de Mélo, Ana Priscila Ferreira Almeida, Julianna Araújo de Andrade, Natália Santos Cruz

Resumo


Introdução: A avaliação Geriátrica Ampla (AGA) consiste em um processo diagnóstico, o qual advoga a favor de um melhor gerenciamento para a saúde do idoso. Tal avaliação deve ter uma abordagem multidisciplinar com o intuito de determinar as deficiências e/ou incapacidades dos pontos de vista médico, psicossocial e funcional, com o objetivo de formular um plano terapêutico    e de acompanhamento a fim de coordenar o cuidado, visando à qualidade de vida, promovendo saúde, recuperação e, sobretudo, a manutenção da capacidade funcional1 , ² . Objetivos:  Descrever a influência e benefícios da Avaliação  Geriátrica Ampla (AGA) na melhora/recuperação  das incapacidades e desvantagens do paciente idoso frágil. Metodologia: A pesquisa foi realizada através da revisão sistemática da literatura, com consulta nos bancos de dados Scielo, PUBMED, Dynamed e DATASUS. Dos 34 artigos encontrados, 12 foram utilizados, nos idiomas português e inglês abrangendo o período de 2005 a 2017. Resultados: Sabe-se da complexidade do cuidado com o idoso, o qual se apresenta com múltiplas queixas, a complexa polifarmácia e outras comorbidades que, muitas vezes, não possuem direcionamento.  A  Avaliação  Geriátrica  Ampla (AGA) ou Global acrescenta à história clínica do usuário da saúde, garantindo um levantamento    das diversas funções necessárias à vida diária de cada indivíduo para aplicar tais informações ao plano terapêutico1 , ², 3. Há uma divisão didática para pôr em prática essa avaliação, a saber: o Estado Funcional, condições médicas, funcionamento social e saúde mental (cognição de humor). Esses quatro pilares trazem ao idoso, de um modo geral, a possibilidade de melhorar globalmente com um olhar significativamente holístico dos profissionais de saúde para com o indivíduo. Os benefícios apontados com o uso dessa avaliação são: melhorar a acurácia do exame clínico inicial, estabelecer o grau de comprometimento de algumas atividades diárias e para isso são aplicadas tabelas e classificações, identificar o risco de um declínio funcional, assim como proporcionar benefícios à população como identificar populações de risco para fins de pesquisa, objetivando um planejamento de políticas públicas, populacionais, acerca do envelhecimento saudável². A AGA não  é aplicável a todos os idosos, uma vez que há necessidade de comprovação de que realmente há vantagens com o seu uso, o público almejado para esse fim deve ser pacientes considerados   frágeis, portadores de comorbidades, de síndromes geriátricas, de  neoplasias  malignas,  assim como idosos hospitalizados com doença aguda. O cuidado deve ser integrado, visando a uma melhoria funcional e nos aspectos biopsicossociais³. Conclusão: A coordenação do cuidado representa vantagens, traz inúmeros benefícios e proporciona a integração dos olhares voltados a esse paciente. O conhecimento de tantas informações importantes possibilitadas pela AGA é fundamental para o direcionamento e aprimoramento das medidas que devem ser tomadas.


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Referências


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- FREITAS, E. V. et al. Tratado de geriatria e gerontologia. In: Tratado de geriatria e gerontologia. 2002.

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- SARAIVA, L.B. SANTOS, S. N. S. A. OLIVEIRA, F. A. ALMEIDA, A. N. S. MOURA, D. J. J. M. BARBOSA,

R. G. B. Avaliação Geriátrica Ampla e sua Utilização no Cuidado de Enfermagem a Pessoas Idosas.

Journal of Health Sciences. V. 19 n. 4, 2017. Disponível em: https://revista.pgsskroton.com/index.php/JHealthSci/article/view/4845. DOI: https://doi.org/10.17921/2447-8938.2017v19n4p262-267.


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