SÍNDROME DO IMOBILISMO EM LEOA (PANTHERA LEO LINNAEUS 1758) DE CATIVEIRO – RELATO DE CASO

Marcos Vinícius de Souza, Núbia Estéfane Gomes Botelho, Paulo Gabriel Pereira da Silva Júnior, Maria Larissa Bitencourt Vidal, Maycon José Batista

Resumo


A síndrome do imobilismo provoca alterações significativas no organismo dos animais que estão doentes e/ou hospitalizados com dificuldades de locomoção por um longo período, e dessa forma comprometendo toda a funcionalidade do animal. Essas alterações podem afetar todos os sistemas do corpo e seus efeitos e suas complicações comprometem a funcionalidade, impedindo por exemplo a interação deste indivíduo no grupo, podendo também modificar o seu estado emocional ocasionando um aumento do estresse. O animal doente e/ou hospitalizados torna-se descondicionado, o que reduz a sua capacidade de executar exercícios e diminui sua tolerância aos pequenos esforços. O prolongado tempo de internação e/ou decúbito, posicionamento com falta de mobilização, ou seja, a não alternância entre os decúbitos, predispõe a modificações anato morfológicas dos músculos e tecidos orgânicos. Estas modificações incluem alterações do alinhamento biomecânico, comprometimento cardiopulmonar, contraturas articulares, diminuição da força muscular, aparecimento de úlceras de pressão e/ou lesões por assaduras e aumento da osteoporose aumentando assim a morbidade e mortalidade.


Palavras-chave


Força muscular; Limitação de mobilidade; Lesão por pressão; Medicina da Conservação; Pacientes internados

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DOI: https://doi.org/10.21576/pa.2021v19i3.1647

DOI (PDF): https://doi.org/10.21576/pa.v19i3.1647.g2067

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