PREVALÊNCIA DE CANDIDÍASE VULVOVAGINAL EM MULHERES DA REGIÃO DA BAIXADA FLUMINENSE, ESTADO DO RIO DE JANEIRO, BRASIL

Antonio Neres Norberg, Aluízio Antonio de Santa Helena, José Tadeu Madeira-Oliveira, Fabiano Guerra Sanches, Paulo César Ribeiro, Alex Nagem Machado, Nicolau Maués Serra Freire

Resumo


Objetivo: Investigar a prevalência de infecção por espécies do gênero Candida em mulheres com sintomas e sinais clínicos de vulvovaginites e encaminhar as positivas para o tratamento específico. Pacientes e métodos: Entre janeiro de 2010 e dezembro de 2012, foram coletadas amostras cérvico-vaginais de 480 mulheres com o auxílio de suabes. Foram semeadas em meio de cultura Sabouraud-Dextrose-Ágar e incubadas a temperatura de 37oC por até cinco dias. As amostras com crescimento fúngico foram identificadas por caracteres morfotintoriais e provas bioquímicas pelo sistema BioMerieux-Vitek. Resultados: Foram identificadas infecções por três espécies de fungos: Candida albicans (89.04%), C. krusei (4,11%) e C. tropicalis (6,85%). Houve dominância significativa de C. albicans em todas as quatro classes de idade das mulheres; entre estas, a classe entre 21 e 30 anos foi a de maior dominância para o número de casos. Conclusões: A candidíase vulvovaginal diagnosticada em mulheres da Baixada Fluminense tem dominância de Candida albicans, com intercorrência de C. tropicalis e C. krusei. É prioritário recomendar, às mulheres, acompanhamentos periódicos com ginecologista e realizar exames ginecológicos de secreção vaginal para o diagnóstico precoce da candidose..


Palavras-chave


Candidíase vulvovaginal; Vulvovaginite; Candida spp.

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DOI: https://doi.org/10.21576/rpa.2015v12i1.214

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