ÍNDICE DE ANOMALIA DE CHUVA PARA DIFERENTES MESORREGIÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO

Jandelson de Oliveira Alves, Poliana de Caldas Pereira, Maria Gabriela de Queiroz, Thieres George Freire da Silva, Jadna Mylena da Silva Ferreira, George do Nascimento Araújo Júnior

Resumo


Uma das formas de estudar a precipitação pluviométrica é através de Índices de Anomalia de Chuva (IAC), que ajudam a monitorar anos de seca e chuva excessiva, permitindo averiguar os impactos que o clima global causa sobre a distribuição pluviométrica do local. Nesse contexto, o presente trabalho objetivou analisar IAC em quatro municípios de diferentes mesorregiões do Estado de Pernambuco, evidenciando os anos de seca e de chuva. Para realização desta pesquisa, foram selecionados os municípios: Barreiros, Caruaru, Floresta e Petrolina, das mesorregiões da Zona da Mata, Agreste, Sertão Pernambucano e Sertão do São Francisco, respectivamente. Os dados de precipitação das séries históricas de cada localidade foram obtidos na Agência Pernambucana de Águas e Clima. Com os dados, foram realizados os cálculos do IAC positivo e negativo, com base na normal climatológica e médias dos 10 anos de máximas e mínimas precipitações e, em sequência, houve a classificação de anos secos e úmidos de acordo com as classes de intensidade do IAC.  Dentre os municípios analisados, Barreiros foi o mais úmido, reflexo da precipitação média anual (2026,79 mm) com o IAC variando entre -5,76 e 6,03. Para Caruaru, ocorreram 33 anos com desvios negativos e 25 com desvios positivos e o IAC variou entre -3,99 e 4,06. Em Floresta, o IAC variou entre -4,82 e 7,69 e ocorreu 1 ano extremamente úmido e 2 extremamente secos. E, em Petrolina, ocorreram 5 anos extremamente úmidos e 1 extremamente seco, sendo que o IAC oscilou entre 5,31 e 7,24. Conclui-se que a utilização do IAC, positivos e negativos, para as cidades analisadas, garante um resultado mais preciso do índice, refletindo em um planejamento agrícola mais elaborado para essas cidades. Sendo que a elevada quantidade de anos que apresentaram IAC negativo, para esses municípios, somada a significativa oscilação entre os anos úmidos e secos das series históricas, caracterizam essas localidades como instáveis para a produção agrícola de sequeiro.

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DOI: https://doi.org/10.21576/rpa.2016v14i1.4

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