RIO MANHUAÇU: O REFLEXO DA CIDADE

Timóteo do Carmo Emerick de Oliveira

Resumo


O presente trabalho apresenta a importância de se preservar os recursos hídricos encontrados no contexto urbano, que no decorrer da história das cidades em consequência do crescimento demográfico acelerado, e o planejamento e medidas de conscientização pública inexpressivas, vêm sendo alvo de poluição ambiental. Aponta relatos de rios urbanos que passaram por um período de esquecimento, mas que havendo uma percepção coletiva de sua importância, a vida deles foi recuperada, juntamente com a flora e a fauna local, tornando-os protagonistas na paisagem urbana. Dispõe do Rio Manhuaçu, uma sub-bacia do Rio Doce localizado no estado Minas Gerais, para estudos e análises. Tem como objetivo, verificar a contextualização do rio em relação a cidade, tanto em âmbito histórico quanto no período atual. Por meio de mapeamentos, observa-se dados referentes ao panorama de expansão e desenvolvimento da cidade, focos de lixo e despejo direto de esgoto sobre o flúmen, uso e ocupação do solo, fluxo de pedestres e veículos, adensamento e ocupação de áreas não edificantes da margem. Verifica-se que a cidade vivencia um período no qual o rio não é visto como fator de importância para os habitantes, recebendo o despejo direto do esgoto de todo o município, sendo menos de 2% deste, tratado adequadamente, além das edificações que invadem o leito do rio, consideradas em estado de risco. Conclui-se que existem leis que visam a importância do rio, mas por falta de fiscalização e conhecimento dos moradores não são devidamente aplicadas, além de algumas soluções que poderiam ser estudadas pelos cargos de poder público, visando mudar a situação em que a cidade se encontra, como retirada das fontes de despejo direto do esgoto sobre o flúmen, recuperação de algumas áreas de preservação e principalmente como medida preventiva, criar uma conscientização pública sobre a importância deste recurso natural.

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