ESOFAGITE EOSINÓFILICA E O USO DE CORTICÓIDES TÓPICOS: REVISÃO SISTEMÁTICA

Tony Carlos Rodrigues Júnior

Resumo


esofagite eosinofólica, também conhecida como esofagite alérgica caracteriza-se uma doença inflamatória do esôfago que ocorre tanto em crianças quanto adultos, marcada por intensa infiltração isolada da mucosa esofágica por eosinófilos associada a sintomatologia clínica de disfunção esofágica. A definição da doença se dá pelo encontro de 2 a 4 biópsias através de endoscopia da mucosa esofágica proximal e distal e observação de mais de 15 eosinófilos por campo de grande ampliação independentemente do aspecto esofágico, podendo associar-se a características microscópicas de inflamação eosinofílica. Não se tem estudos que comprovem a melhor evidencia terapêutica farmacológica. No entanto, o uso de corticosteroides tópicos é eficiente para promover a diminuição na contagem média de eosinófilos, mas a falta de critérios unificados impede a avaliação por meio de alívio sintomático e melhoria endoscópica. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão sistemática sobre a esofagite eosinófilica e especificamente pretende analisar as diferentes propostas para uso de corticosteroides tópicos considerando sua eficácia não somente no controle da inflamação eosinofílica como também no alivio dos sintomas. Na construção do trabalho foram considerados apenas ensaios clínicos randomizados em diferentes bases de dados que investigassem os efeitos do tratamento da esofagite eosinofílica com corticoides tópicos. Foram identificados 197 artigos. Com a aplicação do princípio de exclusão proposto foram selecionados para a análise 13 estudos. As características dos estudos foram apresentadas em uma tabela e realizada discussão a cerca do tema. Concluiu-se que o uso de corticosteroides tópicos tem efeito positivo no controle das alterações histopatológicas da esofagite eosinofílica, porém nem sempre os efeitos benéficos nos sintomas foram observados. O tratamento de forma geral é bem tolerado. A comparação dos ensaios clínicos foi dificultada pela variabilidade dos trabalhos na definição da amostra, terapia proposta e desfecho.

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