O ESPAÇO LITÚRGICO COMO DIRECIONADOR DA ARQUITETURA RELIGIOSA CATÓLICA NO SÉCULO XX: FUNCIONALIDADE E ORGANIZAÇÃO ESPACIAL

Emannuel Diniz Silva

Resumo


O espaço litúrgico expressa a religiosidade no cenário da arquitetura sacra católica com seus simbolismos e significados e foi influenciado desde os primeiros cristãos até a reforma espacial litúrgica por diversos contextos históricos. Os primeiros cristãos se reuniam em suas residências e consideravam-se eles o próprio templo de Deus, sem preocupações com local designado e apropriado para o rito cristão que aos poucos foi-se estabelecendo com a ideia de templo e assembleia que posteriormente, com a absorção de culturas introduzidas na Igreja Católica, deixou o espaço litúrgico descentralizado, confuso e distante do seu motivo primeiro de existência: a relação íntima de Cristo com os fiéis. Na segunda metade do séc. XX foi solicitado pelo Papa João XXIII, em 25 de dezembro de 1961, a abertura do Concílio Vaticano II, uma conferência ecumênica de todos os líderes da Igreja Católica que, entre outros temas, tratou da reforma litúrgica, ponto que teve impacto positivo na relação dos fiéis com o espaço celebrativo católico. Este trabalho utilizou-se de pesquisa qualitativa mediante levantamento bibliográfico, análise de projetos análogos em estudos de caso, destacando a funcionalidade do espaço litúrgico com enfoque analítico anterior e posterior ao Concílio Vaticano II, a fim de recolher resultados e verificar os impactos derivados das orientações da reforma litúrgica. Percebeu-se o que o improviso e inadequação das adaptações do espaço litúrgico pós CV-II impacta na relação dos fiéis perante os ritos litúrgicos da Igreja Católica, prejudicando a comunhão entre os crentes. Constatou-se a relevância dos elementos e da funcionalidade e disposição mais adequadas do espaço celebrativo em favor da liturgia que assim resulta em benefícios para a participação ativa dos fiéis nas celebrações.

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