PANCREATITE ALCOÓLICA CRÔNICA: RELATO DE CASO

Larissa Mendes do Monte

Resumo


A pancreatite aguda é a inflamação do pâncreas, que determina uma síndrome de resposta inflamatória sistêmica desencadeando significativa morbidade e uma mortalidade em 20% dos pacientes. A colelitíase e o etilismo são as causas mais frequentes. O etilismo é a principal causa de pancreatite alcoólica. O risco de desenvolver a patologia aumenta com a ingestão de doses crescentes de álcool, isso demonstra que os efeitos tóxicos estão relacionados com a quantidade de álcool ingerida, sendo necessária a interrupção da ingesta alcoólica. É mais frequente entre os 30-40 anos de idade, sendo prevalente no sexo masculino e com consumo de cerca de 150 g/dia de álcool. A dor abdominal é o principal sintoma, geralmente de instalação súbita, localizada na região epigástrica, sendo caracterizada como dor em barra. O exame físico revela uma dor abdominal epigástrica com defesa muscular, mas geralmente sem descompressão dolorosa, com distensão abdominal e diminuição da peristalse devido ao íleo adinâmico pelo processo inflamatório do pâncreas. As principais complicações estão relacionadas com a insuficiência endócrina e exócrina do pâncreas. O tratamento é direcionado para as principais manifestações clínicas, como a dor, sendo realizada a analgesia, além de dieta zero, hidratação venosa, intubação nasogástrica, caso o paciente apresente vômitos intensos, abstinência de álcool, correção da insuficiência endócrina e exócrina, diabetes e alterações nutricionais. A pancreatite alcoólica causa limitações consideráveis na vida dos doentes, seja pela dor incapacitante ou as consequências fisiológicas da patologia. Possui um impacto considerável na saúde pública e economia do país.

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