O DESASTRE EM MARIANA (MG): EXPRESSÃO DA LUTA PELA GARANTIA DOS DIREITOS HUMANOS

Marina Rodrigues Corrêa dos Reis, Maria Eduarda Pereira dos Santos

Resumo


O rompimento da barragem de Fundão, ocorrido no município de Mariana (MG) no ano de 2015, provocou e continua a provocar sofrimento humano e perdas socioambientais inestimáveis. O evento inicial liberou 34 milhões de m³ de lama, contendo rejeitos de mineração, por 650 km de extensão, o que acarretou 20 mortes e não 19 como amplamente divulgado, visto que uma grávida abortou no mar de lama. O desastre é o maior em volumes de rejeito e dimensionalmente é o maior do mundo! O cenário constitui o maior crime ambiental brasileiro e é expressão da violação dos Direitos Humanos, tendo em vista a (não) reparação vigente dos direitos dos atingidos pelo Desastre da Samarco. Com o objetivo de efetuar a análise das implicações e intervenções relativas ao desastre foi realizado o seminário “O desastre da Samarco: balanço de seis meses de impactos e ações”, realizado em Mariana (MG), envolvendo instituições de ensino e pesquisa; órgãos do governo; organizações da sociedade e movimentos sociais. O artigo resulta da pesquisa e participação do HOMA – Centro de Direitos Humanos e Empresas (UFJF) neste seminário. O HOMA atua no acompanhamento, análise e publicização acerca das violações de Direitos Humanos, e se debruça no presente trabalho sobre o desastre em Mariana (MG).

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