SÍNDROME DO IMOBILISMO: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Indra Peixoto Godinho, Flávio Cunha de Faria, Luiz Rezende Junior, Maria Thereza Soares de Mattos, Matheus Lima Sanglard, Gustavo Henrique Melo da Silva

Resumo


O processo do envelhecimento é um evento contínuo, multifatorial, individual. A saúde do idoso está intimamente relacionada a funcionalidade geral durante o processo de envelhecimento, impactando diretamente na qualidade de vida desses indivíduos. 20% dos idosos com mais de 75 anos possuem algum agravo na sua mobilidade, cujas principais causas são hospitalização prolongada, doenças neurológicas, doenças osteoarticulares, depressão e demência. A Síndrome da Imobilidade (SI) é pouco entendida e consiste em um conjunto de sinais e sintomas que surgem devido às alterações multissistêmicas resultantes da inatividade musculoesquelética. Para ser diagnosticado, o idoso deve apresentar múltiplas contraturas, déficit cognitivo moderado à grave e dois sinais menores, dentre os quais têm-se: afasia, dupla incontinência (fecal e urinária), disfagia e úlceras de pressão. A prevenção é a principal forma de tratamento da imobilidade, visando a reabilitação do paciente antes que se enquadre na Síndrome da Imobilidade que é irreversível. Ressalta-se a importância do tratamento dessa Síndrome por uma equipe multidisciplinar, buscando garantir cuidados paliativos e diminuir o sofrimento ao máximo possível do idoso, uma vez que essa síndrome não responde ao tratamento curativo

Texto completo:

PDF

Referências


BOECHAT, J.S.; et al. A Síndrome do imobilismo e seus efeitos sobre o aparelho locomotor do idoso. Revista Cientifica Internacional, v.5, n.5, p. 89-193, jul/set. 2012.

BORGES, G. M.; CAMPOS, M. B.; SILVA, L. G. C. Transição da estrutura etária no Brasil: oportunidades e desafios para a sociedade nas próximas décadas. In: ERVATTI, L. R.; BORGES, G. M.; JARDIM, A. P. (Ed.). Mudanças demográficas no Brasil no início do século XXI: subsídios para as projeções da população. Rio de Janeiro: IBGE, 2015. p. 138-151.

BRASIL. Portaria n° 2528, de 10 de outubro de 2006. Dispõe sobre a Política Nacional da pessoa idosa. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 19 out. 2006.

CARLA et al. Frequência da síndrome da imobilidade em uma enfermaria de geriatria. Soc. Bras. Geriatria e Gerontologia, v. 5, n. 3, p. 136-139, julho/ago./set. 2011.

CINTRA, M. M. M.; et al. Influência da Fisioterapia na Síndrome do Imobilismo. Colloquium Vitae, v. 5, n. 1, jan. /jun. 2013.

CHAIMOWICZ, F.; BARCELOS, E. M.; MADUREIRA, M. D. S.; RIBEIRO, M. T. F. Saúde do idoso. NESCON UFMG, 2 ed., 179 p., 2013.

COSTA, T.; et al. Changes in the quality of life of an elderly group of the family health strategy. International Archives of Medicine, Berlin, v. 9, n. 381, p. 1-9, 2017.

FIGUEIREDO, M. L.; LUZ, M. H.; BRITO, C. M.; SOUSA, S. N.; SILVA, D. R. Diagnósticos de enfermagem do idoso acamado no domicílio. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 64, n. 4, p. 464-469, 2008.

HEIN, M. A.; ARAGAKI, S. S. Saúde e envelhecimento: um estudo de dissertações de mestrado brasileiras (2000- 2009). Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 17, n. 8, p. 2141-2150, 2012.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira. Rio de Janeiro, 2010.

LEDUC, M. M. S.; LEDUC, V. R.; SUGUINO, M. M. Imobilidade e síndrome da imobilização. In: FREITAS, E. V.; PY, L. Tratado de geriatria e gerontologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. p. 1069-77.

MARTIN, G. B. et al. Assistência hospitalar à população idosa em cidade do sul do Brasil. Epidemiol. Serv. Saúde, v. 15, n. 1, p. 59-65, mar. 2006.

MORAES, E. N.; MARINO, M. C. A.; SANTOS, R. R. Principais Síndromes Geriátricas. Rev. Med de Minas Gerais, v. 20, n. 1, p. 54-66, 2010.

PEREIRA, A. M. V. B.; SCHNEIDER, R. H.; SCHWANKE, C. H. A. Geriatria, uma especialidade centenária. Scientia Medica, v. 19, n. 4, p. 154-161, out./dez. 2009.

SANTOS, J. R.; et al. Aplicabilidade do cicloergômetro no controle da síndrome do imobilismo durante a terminalidade. REFACS [online], v. 6, supl. 2, p. 649-653, 2018.

SILVA, R. S.; et al. Condições de saúde de idosos institucionalizados: contribuições para ação interdisciplinar e promotora de saúde. Cad. Bras. Ter. Ocup., v. 27, n. 2, p. 345-356, jun. 2019. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/cadbto/v27n2/2526-8910-cadbto-2526-8910ctoAO1590.pdf>. Acesso em: 05 out. 2019.

VENANCIO, R. C. P.; et al. Efeitos da prática de Dança Sênior® nos aspectos funcionais de adultos e idosos. Cad. Bras. Ter. Ocup., v. 26, n. 3, p. 668-679, jul. 2018.Disponível em: . Acesso em: 05 out. 2019.

VOJVODIC, C. Síndrome de imobilidade. São Paulo, 2004.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.