ESTRESSE EMOCIONAL E SUA INFLUÊNCIA NA SAÚDE BUCAL E OROFACIAL DE ESTUDANTES DO CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFACIG

Maria Mirene Louzada Eller Lima, Irene Isabele de Almeida, Ricardo Toledo Abreu, Jaiane Bandoli Monteiro

Resumo


O estresse emocional é referenciado como um importante fator na manutenção de agravos à saúde bucal, no entanto a abordagem dos aspectos psicoemocionais é, por vezes, negligenciada por estudantes de ciência da saúde, como a Odontologia. A pesquisa foi submetida e aprovada pelo Comitê de Ética. Os 15 voluntários, antes do início da pesquisa, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Foram utilizados dois instrumentos para a coleta de dados: um questionário anamnésico e exame clínico com fotografias intra e extrabucais. Os dados foram plotados para análise estatística, e as respostas agrupadas e analisadas de maneira qualitativa pelo Microsoft Excel. Os resultados demonstraram que a maioria dos voluntários da pesquisa é do sexo feminino (80%), cursando a segunda metade do curso (entre o 5º e o 9º período), o hábito funcional mais prevalente foi o de mascar chicletes, um grande número de alunos utiliza apenas um lado da boca ao mastigar, sendo que cinco pessoas apresentaram assimetria facial. Ocorreu maior prevalência de desgaste dentário no dente 31, e o dente 35 foi o mais acometido por lesão não cariosa do tipo abfração. Poucos alunos apresentaram dores musculares faciais ou alguma alteração na região da ATM, como estalido ou crepitação. A maioria dos universitários entrevistados apresentou algum nível de estresse e/ou ansiedade e/ou algum hábito parafuncional. Alterações dentárias mais prevalentes observadas foram: desgaste de borda incisal, facetas de desgaste em caninos e lesão não cariosa (abfração). No exame extrabucal o desenvolvimento muscular unilateral e a assimetria facial são notórios.


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