PARACOCCIDIOIDOMICOSE AGUDA INFANTIL: ASPECTOS CLÍNICOS E PATOLÓGICOS

Letícia Araújo Machado, Giovanna dos Santos Flora, Marcus Vinícius Gomes de Oliveira, Pedro Henrique Araújo da Silveira, Gladma Rejane Ramos Araújo da Silveira

Resumo


A paracoccidioidomicose (PCM) tem como principal agente etiológico o fungo P. brasiliensis, representando cerca de 50% de todas as patologias por micoses no Brasil. Tem como sítio infeccioso primário os pulmões, que ao longo do tempo abrange outros tecidos. Esse artigo tem por metodologia um relato de caso juntamente com uma revisão bibliográfica, de um paciente de 16 anos, masculino com histórico de duas internações hospitalares anteriores, decorrentes de episódios de asma e pneumonia, que procurou atendimento médico, em clínica particular, queixando-se de dores articulares associadas à febre persistente há 30 dias ocorrendo diariamente no período vespertino. Ao exame físico apresentava-se pálido; com linfonodomegalia generalizada; emagrecimento; apatia; leucocitose; anemia e MIF negativo. Após o episódio, o paciente foi prontamente internado e diagnosticado clinicamente com infecção por PCM. As evidências clínicas nos pacientes pediátricos são decorrentes do processo infeccioso e, consequentemente, inflamatório. Odiagnóstico é baseado nas manifestações clínicas e nos exames laboratoriais. O método padrão ouro para a PCM é o exame micológico. A sintomatologia inespecífica frequentemente atrasa a conclusão diagnóstica do PCM. Apesar do P. brasiliensis ser susceptível à grande parte das drogas antifúngicas, o tratamento inadequado pode levar a recidivas das infecções.

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