MORTE FETAL POR HIDROPSIA E HIGROMA CÍSTICO - RELATO DE CASO

Humberto Tostes de Faria Sucasas, Bruna Barcelos Camargo, Talita de Freitas Souza, Gabriela Simão Pires, Amanda Dornelas Eler, Everton Freixos Guedes

Resumo


Apesar do advento de novas tecnologias aplicadas em exames laboratoriais e de imagem, os indicadores de óbitos neonatais, não obteve redução de seus números. A hidropsia fetal, importante causa de morte em neonatos, é definida pelo acúmulo patológico de líquido nos tecidos moles e cavidades serosas do feto. Ocorre quando existe um desequilíbrio no movimento de líquido entre os espaços intersticiais e o vascular, aumentando a produção do líquido intersticial e reduzindo o retorno linfático. Pode ser dividida em imune, causada principalmente pela isoimunização Rh, e não imune, onde podemos identificar inúmeras etiologias. Já o higroma cístico desenvolve-se a partir de uma falha na drenagem dos sacos linfáticos. O diagnóstico das duas patologias pode ser feito através da ultrassonografia, realizada rotineiramente no primeiro trimestre de gestação, preconizada pelo Ministério da Saúde. A etiologia pode ser definida através da necropsia do feto, já que existe uma possibilidade de associação de uma variedade de doenças. Se faz necessário a determinação de uma etiologia tratável para evitar a recidiva em gestações futuras. Relata-se o caso de paciente que apresentou morte fetal por hidropsia e higroma cístico, e salienta a relavância da assistência pré-natal.


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Referências


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