BIOÉTICA E DISTANÁSIA

Thiago Bosetti Santiago, Pedro Humberto Campelo Matos Junior

Resumo


A prática médica sofreu diversos avanços, principalmente no Século XX, no entanto os mesmos avanços que proporcionam melhor qualidade de vida em certos casos levam ao prolongamento desnecessário, a partir de tratamentos dispensáveis, com excessivas intervenções terapêuticas, gerando um processo agonizante de postergação da morte. A palavra distanásia trata-se de um neologismo composto pelo prefixo grego dys, que significa ato defeituoso, e thanatos, morte, referindo-se ao prolongamento da morte de forma exagerada, configurando em uma morte lenta, ansiosa e sofrida. Nas últimas décadas, a bioética/estudiosos de diversas áreas, vem discutindo sobre os limites das intervenções médicas para se evitar a distanásia. No entanto, é conclusivo que a distanásia fere os princípios da bioética por estender um processo de sofrimento tanto para o paciente como para a família, em contrapartida os cuidados paliativos permitem um processo de morte justo, sem causar danos e buscando o bem estar nos momentos finais da vida.


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