MASCULINO E FEMININO: UMA CONSTRUÇÃO SOCIAL

Lídia Maria Nazaré Alves

Resumo


Este artigo foi motivado por leituras, cujos temas viabilizam discussões e reflexões sobre a função adâmica do homem que, ao organizar a cultura ocidental, a partir de pares opositivos, dificultou o encontro entre o masculino e o feminino. Acreditamos que tal dificuldade encontra-se na ordem do dia. Dessa dificuldade, ou ainda, desta antinomia, criou-se entre os gêneros a relação centro versus margem. A pesquisa, de caráter bibliográfico, alumiou os artigos que Clarice Lispector, com o pseudônimo de Helen Palmer, veiculou no jornal Correio da manhã, na coluna feira de utilidades, entre agosto de 1959 a fevereiro de 1961. Na referida, a articulista criou e confirmou estereótipos de gênero, atitude totalmente inversa à sua função social, como autora. No jornal, ela cria o gênero e, nas obras literárias, coloca-os em
cheque, sugerindo, com isso, sua desconstrução.

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