A REPRESENTAÇÃO DO NEGRO NA LITERATURA INFANTIL

Mislene A. S. Rhodes, Lídia Maria Nazaré Alves, Márcio Rocha Damasceno, Leonardo Gomes de Souza, Nathalia de Oliveira Souza, Aparecida Gomes de Oliveira, Amanda Augusta de Carvalho Narciso

Resumo


Este artigo está desenvolvido em torno dos Projetos “Identidade e Diversidade Cultural”, Facig, Psicologia, 2017; “Estudos de Gênero e etnia na literatura e sua repercussão na sociedade”, UEMG, 2017, financiamento, PAPq. A palavra minoria tem aparecido antepondo-se a adjetivos que apontam para grupos marginalizados ao longo do processo de construção da historiografia e história literária do Brasil. Assim se diz: discurso de minorias, literatura de minorias, cotas para a minoria, etc. Esse termo minorias vem sendo utilizado de forma tão frequente que seus usuários ainda não se deram conta de que num processo de mestiçagem envolvendo brancos, índios e negros, o produto será sempre mestiço, visivelmente ou não; de maneira que a maioria vem sendo chamada de minoria. Nosso argumento é respaldado pelo censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010). Segundo o referido, os afrodescendentes compõem cerca de 54% da população –, contudo, grande parte da mídia e de outros propagadores de conteúdos ideológicos tendem a minorá-los frente a população branca; não só de forma socioeconômica como também de forma quantitativa. A literatura tem a função social de representar a sociedade e, nesse processo, exerce influência muito significativa na psique da criança negra. Este estudo aborda a importância do uso de literaturas infantis na vida da criança, em queo negro não seja representado como subalterno, mas como personagem principal, despertando o imaginário da criança, de forma meritória, para a cultura africana, que teve significativa influência na formação da cultura brasileira, criando, assim, no leitor, orgulho de sua raça e a conscientização de outras crianças para o respeito à diversidade cultural, realmente, naturalmente.

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Referências


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