PERFIL EPIDEMIOLÓGICODO TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO PEDIÁTRICO

Luíza Gomes Santiago, Rúbia Soares de Sousa Gomes, Letícia Luísa Mattos, Fernanda Alves Luz, Talita de Freitas Souza, Luiz Roberto Issa Filho, Alex Nagem Machado

Resumo


O presente artigo aborda sobre o traumatismo cranioencefálico na infância, bem como a abordagem do paciente no setor de admissão, além de apresentar a necessidade de se conhecer a fisiopatologia do TCE e, principalmente, a diferença do diagnóstico de pacientes pediátricos e adultos. O objetivo do trabalho é relatar um caso de TCE na infância, de modo que esclareça a frequência com que ocorre e, também, a necessidade da realização de um diagnóstico rápido e preciso para uma melhor intervenção, além de abordar sobre os principais mecanismos de trauma, conduta e prognóstico, estes que podem ser parâmetro para comprovar a eficácia da equipe do setor de emergência do hospital. Foi realizado um estudo retrospectivo analítico de uma paciente admitida no setor de emergência do Hospital César Leite de Manhuaçu. É colocado em pauta o fato de que a maioria dos traumas em crianças ocorrerem no ambiente domiciliar, além de dados epidemiológicos demonstrarem que o TCE é maior causa de mortes nessa faixa etária.

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