DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO DO ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL NA INFÂNCIA

Rúbia Soares de Sousa Gomes, Luiza Gomes Santiago, Leticia Luisa Mattos, Fernanda Alves Luz, Talita de Freitas Souza, Matheus de Andrade da Silva, Alex Nagem Machado

Resumo


O acidente vascular encefálico isquêmico (AVE-i) na infância, apesar da relevância clínica, ainda é uma patologia subvalorizada. Trata-se de um relato o caso de AVE-i na infância, com ênfase no perfil clínico e epidemiológico, bem  como discutir sobre as dificuldades em estabelecer um diagnóstico etiológico. Relata-se um o caso da paciente de 5 anos, do sexo feminino, sem relatos de comorbidades prévias, e evoluindo com quadro súbito de hemiparesia completa proporcionada a direita e disartria, de caráter transitório, todavia com ictus recorrente após 48 horas. O AVE-i em crianças é um evento subvalorizado, todavia com grande impacto clínico e funcional. As dificuldades em estabelecer o diagnóstico etiológico continua sendo um grande desafio. A maioria dos AVC-i na infância, tem uma doença de base como anemia falciforme, cardiopatias congênitas ou adquiridas, vasculopatias, bem como as coagulopatias. Aproximadamente 30% dos AVE-i pediátricos e a maioria dos AVE-i em recém-nascidos não apresentam fatores de risco evidentes. O AVC na infância tem etiologia multifatorial e na maioria das vezes há uma doença de base envolvida, nem sempre com o fator etiológico evidente. O diagnóstico precoce tem impacto direto no prognóstico do paciente, tendo em vista as complicações clínicas e limitações funcionais importantes.

Texto completo:

PDF

Referências


ADAMS, R.J. et al. Long-term stroke risk in children with sickle cell disease screened with transcranial Doppler. Annals of Neurology, n.42, p. 699-704, 1997.

BARINAGARREMENTERIA, F., et al. Causes and mechanisms of cerebellar infarction in young patients. Stroke, v.28, n.12, p. 2400-2004, 1997.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Manual de rotinas para atenção ao AVC. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2013.

CASAROTTO, V.J; da ROSA C.L.L. Estudo de caso: M.A.R. Acidente Vascular Cerebral (AVC) Isquêmico e hemiplegia. EFDeportes Rev. Digi. n.16, 2011.

CICCONE, S.; CAPPELLA, M.; BORGNA-PIGNATTI, C. Ischemic Stroke in Infants and Children: Practical Management in Emergency. Stroke Research and Treatment. Ferrara-Italia, p.8, 2011.

ELISA, F.C. Paediatric Stroke: Review of the Literature and Possible Treatment Options, including Endovascular Approach. Stroke Research and Treatment, p.11, 2011.

GRUNWALD, I.; REITH, W. Non-traumatic neurologicak emergencies: imaging of cerebral eschemia.

Eur Radiol, n.12, p. 1631-1647, 2002.

GABIS, L.V; YANGALA, R.; LENN, N.J. Time lag to diagnosis of stroke in children. Pediatrics, n. 110, p. 924-928, 2002.

HUTCHISON, J.S. et al. Cerebrovascular disorders. Semin Pediatr Neurol. n. 11, p. 139-146, 2004.

JORDAN, L.C. Assessment and treatment of stoke in children. Current Treatment Options in Neurology, n.10, v.6, p. 399-409, 2008.

LYNCH, J.K. Cerebrovascular disorders in children. Curr Neurol Neurosc Rep, n.4, p. 129-138, 2004.

MACHADO, A.B.M. A vascularização do sistema nervoso central e barreiras encefálicas. In Machado

A. Neuroanatomia funcional. 3ª ed. São Paulo: Atheneu, p. 87-99, 2006.

MATUSHITA, H. et al. Doenças cérebro-vasculares na infância. Rev Bras Neurol Psiq, v.2, n.18, p. 165-175, 2014.

MERGENTHALER, P; DIRNAGL, U.; MEISEL, A. Pathophysiology of stroke: lessons from animal models. Metab Brain Dis. N.19, p. 151-167, 2004.

RANZAN, J. Seguimentos de recém-nascidos, crianças e adolescentes com acidente vascularcerebral isquêmico. 2008. Tese (Doutorado em Pediatria) – Programa de Pós Graduação em Ciências Médicas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. 2008.

SINCLAIR, A.J. Stroke in Children With Cardiac Disease: Report From the International Pediatric Stroke Study. Group Symposium, v. 52, n.1, p.5-15, 2015.

TAKEOKA, M.; TAKAHASHI, T. Infectious and inflamatory disorders of the circulatory system and strok in chidhood. Neurology, n.15, p. 159-164, 2002.

The WHO stepwise approach to stroke surveillance. Overview and Manual (version2.0). Noncommunicable Diseases and Mental Health. World Health Organization. Disponivel em :< http://www.who.int/chp/steps/stroke/en/ > Acesso em 01 out 2017.

WEIN, T.H. et al. Activation of emergency medical services for acute stroke in a nonurban population: the T.L.L. Temple Foundation Stroke Project. Stroke, n. 31, p. 1925-1928, 2000.

WRAIGE, E. et al. Neurocysticercosis masquerading as a cerebral infacrt. J Child Neurol, n.18, p. 298-300, 2003.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.