A REPRESENTAÇÃO DO ÍNDIO NA OBRA “O URAGUAI” DE BASÍLIO DA GAMA E NA OBRA “MACUNAÍMA” DE MÁRIO DE ANDRADE

Tailane da Silva Santos, Lídia Maria Nazaré Alves, Ivete Monteiro de Azevedo

Resumo


Este estudo tem como premissa o Projeto de Pesquisa: Poéticas da modernidade: um olhar para a diferença, em desenvolvimento neste ano de 2016, na UEMG (Unidade de Carangola), sob a orientação da professora Dra. Lídia Maria Nazaré Alves e coordenação do professor Msc. Alexandre H. C. Bittencourt. Antônio Cândido (2006) acredita que a história da literatura brasileira atravessou dois grandes momentos: um de imposição e outro de adaptação da matriz cultural Ibérica. Afrânio Coutinho (1968) acredita que a adaptação foi mais considerável que a imposição. Opiniões dessa natureza contribuem para que se compreenda mecanismos de construção de identidades, tais como a imposição cultural a grupos indefesos, como ocorreu no Brasil, na relação Colonizador/Colonizado. Como aluno de Letras faz-se necessário debruçar-se sobre práticas discursivas hegemônicas, que deixam minar a diferença, resultando na relação centro versus margem. A partir de tal entendimento teórico, escolheu-se para objeto de estudo a obra de Basílio da Gama “O Uraguai” e “Macunaíma” de Mário de Andrade, objetivando-se verificar a relação entre o momento histórico e o modo como tal momento foi representado na ficção. Se, por exemplo, os autores confirmaram ou se levantaram questionamentos sobre possíveis ideologias de construção/negação do índio. Este estudo justifica-se, considerando-se os objetivos do projeto em questão que é o de levar à comunidade de Letras e a outras reflexões em torno da relação história/literatura e construção da diferença. A compreensão de tais elementos viabilizará um olhar mais acurado sobre a função social do escritor em diferentes períodos representados.

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