DIFERENTES FORMAS DE REPRESENTAÇÃO DO ÍNDIO: UMA LEITURA DAS OBRAS “O GUARANI” DE JOSÉ DE ALENCAR, E “MACUNAÍMA” DE MÁRIO DE ANDRADE

Vanessa Fernandes Dias, Lídia Maria Nazaré Alves, Ivete Monteiro de Azevedo

Resumo


Nas pesquisas realizadas entendeu-se por diferença àqueles que tiveram seus direitos à voz e à vez rechaçados, transformando-se, em consequência disso, num grupo marginalizado. Como o índio está inserido neste grupo, mas não só, por ser muito pouco estudado no âmbito das Letras, elegeu-se sua representação nas obras “O Guarani”, de José de Alencar e “Macunaíma”, de Mário de Andrade, como objeto de análise, porque, acredita-se o estudo destas duas obras será muito esclarecedor para que se entenda alguns mecanismos de formação representativa e real, de grupos minoritários, no que se refere ao direito à voz e à vez, na ficção e na realidade brasileiras. Com a finalidade de analisar com maior confiança as obras em questão, adentrou-se com maior interesse nos estudos realizados por Antonio Candido (2009) e Afrânio Coutinho (1968), pois ambos realizam uma crítica literária esclarecedora sobre a relação História e Ficção no Brasil. No que tange à formação do sistema literário brasileiro, o primeiro afirma que inicialmente houve um processo de imposição cultural da matriz colonizadora ibérica e, posteriormente, uma adaptação desta, para a cultura local. Para o segundo, o referido sistema, foi constituído mais a partir de um processo de adaptação do que de um processo de imposição da referida matriz. Objetivou-se neste artigo verificar se os personagens em estudo foram construídos a partir de uma ideologia que prima pela imposição ou a partir de uma ideologia que prima pela adaptação da matriz colonizadora ibérica.

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