DIABETES MELLITUS: AMPUTAÇÃO COMO CONSEQUÊNCIA DE SUA COMPLICAÇÃO

Mateus Lima Sanglard, Flávio Cunha de Faria, Lídia Togneri Profilo, Luiz Eduardo Azevedo dos Reis, Rúbia Soares de Souza Gomes, Luiza Gomes Santiago, Sergio Alvim Leite

Resumo


Uma epidemia de diabetes mellitus está em curso. Estima-se que a população no mundo com diabetes seja de 387 milhões e que atinja 471 milhões em 2035. A incidência anual de úlceras em pacientes com diabetes mellitus situa-se entre 2 e 4% e a prevalência, 4 a 10%. Anualmente, um milhão de pessoas com diabetes mellitus perde uma parte da perna em todo o mundo. Este trabalho objetiva analisar os tipos de amputação causados pela diabetes, devido ao impacto negativo à saúde pública e a qualidade de vida das pessoas acometidas. Trata-se de uma pesquisa exploratória, quantitativa, com caráter descritivo e explicativo. As complicações clínicas do diabetes são consequentes de alterações funcionais e da estrutura vascular lesando o órgão irrigado por estas artérias. A evolução do diabetes mellitus ocasiona diversas complicações multissistêmicas, devendo o portador manter-se sempre em alerta e ser sempre acompanhado por uma equipe multiprofissional. A amputação Transtibial é a mais comum em pacientes com complicações do diabete mellitus. No tratamento do paciente diabético, o principal objetivo a ser atingido é o controle glicêmico. Faz-se necessário o empenho multiprofissional, a fim de garantir melhor qualidade de vida e acompanhamento de pacientes amputados, que enfrentarão grandes prejuízos em sua saúde física e psicológica.

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