INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM IDOSOS - TRATAMENTO E REABILITAÇÃO

Bruna Aurich Kunzendorff, Bruna Moreira Nicoli, Fernanda Alves Luz, Karina Gomes Martins, Pedro Bernardo Veloso Fonseca, Gustavo Henrique de Melo da Silva

Resumo


Existem 5 formas de classificar a incontinência urinária (IU), sendo elas a incontinência urinária de esforço ou estresse (IUE), Incontinência Urinária de Urgência (IUU), Incontinência por hiperfluxo ou transbordamento, incontinência funcional e incontinência urinária mista (IUM). A sua prevalência aumenta com a idade, é maior em mulheres e em idosos institucionalizados. É responsável por causar elevado impacto na vida do idoso, com isolamento social, depressão, baixa auto estima e perda da qulidade vida no geral. Os fatores que influenciam a manutenção da continência urinária no idoso: saúde estrutural da bexiga e uretra, manutenção do suprimento nervoso e hormonal, tamanho e capacidade da bexiga, posicionamento e fixação da bexiga, alterações patológicas nos tecidos vizinhos, capacidade de locomoção, ausência de acúmulo fecal e boa saúde física e mental. Dessa forma, todos esses fatores podem ser alterados com a idade avançada, sendo esta uma explicação para o elevado índice de IU em idosos. O  tratamento conservador, inclui o diário miccional, treinamento da bexiga e do hábito, fisioterapia, exercícios de kegel, cinesioterapia, biofeedback, eletroestimulação e terapia comportamental. Caso essas medidas não sejam suficientes para reestabelecer a continência, há outras formas de tratamentos que podem ser utilizadas como adjuvantes ou como monoterapia,  sendo elas o tratamento medicamentoso e cirurgico.

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