A COMUNICAÇÃO COMO DIREITO DE TODOS EM “MAJU NÃO VAI À FESTA"

Vanessa Fernandes Dias, Lídia Maria Nazaré Alves, Tailane da Silva Santos

Resumo


O assunto deste artigo está desenvolvido em torno da temática “todo ser humano tem direito à comunicação” e o principal objetivo é analisar quais afirmações estão por traz desse direito e se ele está direcionado a toda a população. Pretende-se analisar a respeito dos grupos minoritários e sua representação na sociedade, no que tange o direito à voz e à vez, visto que com os avanços tecnológicos e dos veículos de comunicação, várias informações têm sido propagadas em velocidade luz.  Consequentemente, na mesma medida em que utilizada para o bem esses veículos também são utilizados para marginalizar, ainda mais, grupos não pertencentes à classe dominante, discutida aqui como grupos minoritários. Para aprofundar as pesquisas desenvolvidas elegeu-se como escopo teórico os seguintes autores: Bagno, (1999); Bakhtin (2014); Bechara (2009); Bordenave (1996); Fiorin (2002); Gomes (2007); Pereira (2000); Spivak (1994); Travaglia (2004). Objetivando-se estudar a respeito dos grupos minoritários e sua representação na sociedade, escolheu-se o negro, mais especificamente a mulher, incluída neste grupo, para analisar sua representação na obra infantil "Maju não vai à festa", de Mônica Pimentel. Este artigo justifica-se em virtude de sua importância quanto ao questionamento que se faz ao lugar do negro na sociedade.

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Referências


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