AS LIMITAÇÕES DA TRADUÇÃO FEITA POR PALAVRAS: UMA ANÁLISE NA OBRA ORGULHO E PRECONCEITO DE JANE AUSTEN

Gleison Araujo Morais, Lídia Maria Nazaré Alves, Paulo César Risso de Souza, Ivete Monteiro de Azevedo

Resumo


Reconhecendo-se que na modernidade “tudo o que é sólido desmancha no ar” e, afim de ilustrar essa dissolução no campo das letras através do trabalho da tradução desenvolveu-se o presente trabalho, que foi colocado em prática a partir da análise das divergências entre o texto tradução e texto original do livro “Pride and Prejudice” – Orgulho e Preconceito – da escritora Jane Austen. Ao tentar entender este campo de trabalho, essa análise procura demonstrar a instabilidade das letras no ofício de um tradutor, que, dependendo dos casos, na tradução subverte demasiadamente a obra original, podendo esta acabar possuindo características diferentes daquelas que foram construídas pelo autor(a) no contexto nativo da obra. Clarearam as observações aqui expostas, Jane Austen (1982) com a obra Orgulho e Preconceito (uma versão traduzida por Lúcio Cardoso e outra na língua inglesa, que é a da escritora). Também foram de grande contribuição para o desenvolvimento do trabalho os estudos acerca da modernidade maleável que Marshall Berman (1986), explora na obra “Tudo o que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade”; Geraldo Ramos Pontes Jr. E Maria Cristina Batalha (2004), “A tradução como prática da Alteridade”, cujo conteúdo está envolto na necessidade da tradução; e as obras “Escola de Tradutores” de Paulo Rónai (1976) e, “Oficina de Tradução: a teoria na prática” de Rosemary Arrojo (1992), livros que contribuem para o entendimento do ofício do tradutor bem como seus desafios. Esta pesquisa utilizou-se da metodologia com abordagens através de análise bibliográfica. A partir das análise aqui feitas pode-se concluir que, na tradução o tradutor pode assumir traços que dizem respeito ao autor, visto que em seu ofício ele pode ressignificar ou omitir conteúdo veiculado na obra original, o que transforma a semântica e letra desta, que até certo momento era sólida, em algo líquido que se “desmancha no ar”, mais precisamente, nas mão do tradutor.

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Referências


ARROJO, Rosemary. Oficina de Tradução: A teoria na prática. 2 ed. São Paulo: Editora Ática S.A. 1992.

AUSTEN, Jane. Orgulho e Preconceito. Grandes Sucessos. São Paulo: Abril Cultural, 1982.

AUSTEN, Jane. Pride and Prejudice. Australia: Planet book, 1813. Disponível em:

BATALHA, Maria Cristina; JUNIOR, Geraldo R. M. A tradução como prática da Alteridade. Cadernos de Tradução. Santa Catarina, v.1. n. 13. p. 27-43. 2004.

BERMAN, Marshall. Introdução. O fausto de Goethe: A tragédia do Desenvolvimento. Tudo o que é sólido desmancha no ar: Marx, Modernismo e Modernização. In: Tudo o que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade. 1 reimpressão. São Paulo: Editora Schwarcz Ltda, 1986. Introdução. Cap. 1-2. p.15-127.

RÓNAI, Paulo. Escola de Tradutores. 4 ed. Rio de Janeiro: EDUCOM, 1976.


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