ANEURISMA DE ARTÉRIA ESPLÊNICA: UMA ABORDAGEM CLÍNICA E ANATÔMICA, EVIDENCIANDO O FENÔMENO DA DUPLA RUPTURA

Patrícia Costa Lopes, Sergio Alvim Leite

Resumo


O aneurisma da artéria esplênica é de ocorrência peculiar, embora se apresente como o mais freqüente entre os aneurismas viscerais. A maior numérica recorrente é em mulheres, na proporção de 4:1, e raramente é assintomático ou demonstra sinais clínicos e semiológicos. Seu desenvolvimento, por não apresentar-se sintomático, na maioria dos casos, é diagnosticado por meio de exames solicitados para destacar e visualizar queixas clinicas decorrentes de outras doenças, ou quando apresenta complicações por vezes fatais, como sua ruptura. Neste segundo caso, a extensão do problema é ampliada, pois o extravasamento de sangue tanto para a bolsa omental, em primeiro tempo e subseqüente à cavidade peritoneal livre, causa um quadro de choque. O tratamento indicado é a intervenção cirúrgica, embolização por mola ou inserção de stent revestido (endoprótese), dependendo diretamente do diâmetro do aneurisma.


Texto completo:

PDF

Referências


Amato, Alexandre. Aneurisma de artéria esplênica. Disponível em:http://vascular.pro/content/aneurisma-de-art%C3%A9ria-espl%C3%AAnica. Acesso em: 14 Out. 2016.

Barrett JM, Caldwell BH. Association of portal hypertension and ruptured splenic artery aneurysm in pregnancy. Obstet Gynecol. 1981; 57:255-7.

Deterling RA. Aneurysm of the visceral arteries. J Cardiovasc Surg. 1971;12:309-22.

De Sena Pino, Rafaele Maria Araújo et al. Aneurisma de artéria esplênica corrigido por embolização com molas. Jornal Vascular Brasileiro, v. 9, n. 4, 2010.

F. Cochennec, C.V. Riga, E. Allaire, et al.Contemporary management of splanchnic and renal artery aneurysms: Results of endovascular compared with open surgery from two European vascular centers. Eur J Vasc Endovasc Surg., 42 (3) (2011), pp. 340-346.

Guillaumon AT, Chaim EA. Splenic artery aneurysm associated with anatomic variations in origin Vasc Bras. 2009; 8:177-81.

Lindboe, E.F. – Aneurysms of splenic artery diagnosed by X-rays and operated upon with success. Acta Chir Scand 72:108,1932.

Lopes José Almeida, Brandão Daniel, Mansilha Armando. Correção endovascular de aneurisma da artéria esplénica: caso clínico. AngiolCirVasc. 2012 Jun.

J.W. Olin,J. Froehlich,X. Gu,J.M. Bacharach,K. Eagle,B.H. Gray.The United States Registry for Fibromuscular Dysplasia: results in the first 447 patients. Circulation.125 (2012), pp. 3182-3190.

Martinelli ALC. Hipertensão portal. Medicina, Ribeirão Preto, 37: 253-261, jul./dez. 2004.

Metzger, Patrick Bastos et al. Abordagem endovascular de paciente com fibrodisplasia de artéria renal bilateral associada a volumoso aneurisma renal. Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva 2015; 23:145-7 - Vol. 23 Núm.2 DOI: 10.1016/j.rbci.2015.12.015.

Sadat U, Dar O, Walsh S, Varty K. Splenic artery aneurysms in pregnancy - A systematic review. Int J Surg. 2008 Jun; 6(3):261-5. PMid: 17869597. Disponível em http://dx.doi.org/10.1016/j.ijsu .2007.08.002 .

Spencer Netto FAC, Damasceno F, Alencar CRP. Aneurisma roto de artéria esplênica: flagrante tomográfico de sangramento. RevColBras Cir. 2002; 29:119-21.

Stanley JC, Fry WJ. Pathogenesis and clinical significance of splenic artery aneurysms. Surgery. 1974;76:898-909.

Teixeira, Gabriela et al. Enfarte e abcesso esplénico maciço após tratamento endovascular de aneurisma da artéria esplénica. Angiologia e Cirurgia Vascular, v. 11, n. 4, p. 219-224, 2015.

Trimble, WK & Hill ,J H – Congestive splenomegaly (Bantis disease) due to portal stenosis without hepatic cirrhosis; aneurysm of the splenic artery. Arch Path Chir 34: 423, 1942.

Upchurch GR, Zelenock GB, Stanley JC. Splanchnic artery aneurysms. In: Rutherford JB, editor. Vascular surgery. 9th ed. Philadelphia: Elsevier&Saunders; 2005. p. 1565-81.

Van Berge Henegouwen DP. Aneurysms of intestinal arteries. Langenbecks Arch ChirSuppl II VerhDtschGesChir. 1990:341-6.

W. Hogendoorn, A. Lavida, M.G. Hunink, et al.Open repair, endovascular repair, and conservative management of true splenic artery aneurysms. J Vasc Surg., 60 (6) (2014), pp. 1667-1676.

W.F. Leadbetter, C.E. Burkland. Hypertension in unilaterall renal disease. J Urol., 39; 1938, pp. 611-626.

Zelenock GB, Stanley JC. Splachnic artery aneurysms. In: Rutherford RB, editor. Vascular surgery. 5th ed. Philadelphia: WB Saunders; 2000. p. 1369-82.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.