A INVISIBILIDADE DOS HOMENS NAS UNIDADES DE ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE NO BRASIL DE ACORDO COM ESTUDOS REALIZADOS NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS

Daniela Viera Cardos, Daniella Souza Amorim, Ana Júlia Milholo Robles, Tauã Lima Verdan Rangel

Resumo


As mulheres tendem a buscar com maior frequência os serviços de saúde preventivos, enquanto os homens tendem a procurar com menor frequência os serviços de Atenção Primária à Saúde (APS). Essa relação tem sido estudada e chegou-se a conclusão de que a dificuldade dos homens em procurar os serviços de saúde está diretamente relacionada ao fato das unidades de saúde não viabilizarem a permanência dos homens nos locais comuns de espera. Assim, o objetivo desse trabalho em forma de artigo é analisar os motivos pelos quais os homens não têm a sua permanência viabilizada nas unidades de atenção primária a saúde e qual a importância de propiciar essa estadia. Desta forma, o documento foi elaborado por meio de pesquisa qualitativa e revisão de literatura específica vinculada ao tema. Os dados foram levantados com a intenção de explicar a forma com que as unidades de atenção primária a saúde no Brasil são completamente voltadas para o público feminino. As principais fontes de consulta para este trabalho e as bases de dados eletrônicos mais utilizados foram os sites Scielo e Google acadêmico. Por fim, chegou-se a conclusão de que é de fundamental importância à facilitação da permanência masculina nas unidades primárias de atenção a saúde, uma vez que é a principal porta de entrada para o cuidado com a saúde no Brasil.

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