ANEMIA FALCIFORME COM CRISES ÁLGICAS PERSISTENTES – UM RELATO DE CASO

Marcus Vinícius Gomes de Oliveira, Yan Ker Marrara Peixoto, Renata Santana Matiles, Anna Laura da Conceição Ribeiro Henrique, Luísa Barros Nacif Chequer, David Victor de Oliveira, Daniella Souza Amorim, Natalia Tomich Paiva Miranda, Emanuele Gama Dutra Costa

Resumo


A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia que faz parte do grupo de doenças de origem genética que leva à produção de uma molécula de hemoglobina anormal (HbS). A mutação causa uma polimerização na hemoglobina que provoca uma deformidade nas hemácias, ficando estas em formato de foice. Esta conformação dificulta sua passagem pelos vasos do corpo, obstruindo-os e levando à dor no local e a outros quadros clínicos mais graves. As alterações imunológicas nesta doença podem levar a quadros frequentes de infecções, sendo este o maior motivo de morbi-mortalidade em um quadro de anemia falciforme. O relato trata-se de um paciente que se encontra em um cenário avançado da doença, apresentando, portanto, as consequências do processo de alongamento das hemácias. A anemia falciforme possui fenótipo variado, podendo se apresentar desde formas leves, quase assintomáticas, até aquelas de alta morbidade. Indivíduos homozigóticos possuem níveis de HbS maiores que 80%, heterozigotos possuem o traço falciforme, e geralmente são assintomáticos, possuindo apenas 20 a 45% de HbS. Pais heterozigotos geralmente desconhecem a doença e tem a probabilidade de ter um filho homozigoto de 25% a cada gestação. O Diagnostico é laboratorial, clínico e por investigação gênica e o tratamento é feito baseado em transfusões sanguíneas constantes.

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