A REPRESENTATIVIDADE NOS CONSELHOS MUNICIPAIS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DOS MUNICÍPIOS DE PEQUENO PORTE I

Flávia Pereira Araújo, Marcia Helena de Carvalho

Resumo


Este artigo apresenta os resultados obtidos no estudo sobre a representatividade nos conselhos municipais de assistência social de duas cidades consideradas pelo Sistema Único de Assistência Social como pequeno Porte I–Simonésia e Conceição de Ipanema. Os dados levantados e analisados visaram apontar o perfil social dos conselheiros municipais e o nível de conhecimento que estes apresentam sobre a gestão e operacionalidade desta política pública, tendo em vista seu papel na realização do controle social. Trata-se de uma pesquisa exploratória cuja revisão teórica buscou conhecer a importância da representatividade nos conselhos de direito e demonstrar a partir da entrevista semiestruturada com os 15 conselheiros titulares destes respectivos conselhos as particularidades do controle social nos municípios de pequeno porte I. Em relação ao perfil os dados obtidos revelaram que a maioria dos conselheiros é do gênero feminino, em idades que variam entre 26 a 36 anos, ou seja, são jovens, 40% deles possui curso superior e os demais possui ou estão cursando ensino médio. Contudo, apesar destes avanços, ainda parece prevalecer nestes municípios características do “mandonismo local”, os conselheiros em sua maioria foram indicados por influência direta ou indireta do Gestor Público, se sentindo “obrigados” a aceitar a função.

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